projetos urbanos
paseo orla
ano
2025-26
local
porto alegre, rs – br
status
em andamento
área
1,4km / 13.560 m2
cliente
abf
equipes
Arquitetura: Sasis Arquitetura
Interiores: Claudia Pereira interiores
Inteligência urbana: urbideias
Sinalética: urbideias
equipe do projeto
Andrei Crestani
João Mac Knight
Richard Viana
Pedro Torres
sobre o projeto
Localizado em Porto Alegre, este projeto é fruto de uma parceria público-privada em que a incorporadora ABF Developments adotou a rua para investir no projeto junto com o poder público. Essa reestruturação urbana e paisagística parte de uma leitura aprofundada da mobilidade, dos aspectos naturais, da história e da memória do trecho que conecta a Praça dos Açorianos à Usina do Gasômetro. A análise da malha cicloviária, do transporte coletivo, das condições das calçadas e da drenagem urbana revelou um cenário que pedia reestruturação como requalificação: na redução da aridez urbana, na resolução dos conflitos dos modais de transporte, na valorização histórica deste corredor e no seu resgate ecossistêmico.
A proposta, assim, ressignifica este corredor urbano ao priorizar calçadas amplas, ciclovias integradas e áreas verdes que devolvem conforto ambiental e promovem acessibilidade universal. O redesenho das ruas, com cruzamentos elevados, canteiros permeáveis e arborização adequada, não apenas melhora a drenagem e o microclima, mas também cria um percurso mais seguro e convidativo para pedestres e ciclistas. A moderação de tráfego e a revisão dos estacionamentos reequilibram o uso do espaço público, deslocando o protagonismo do carro para uma lógica mais humana e sustentável.
Esse processo de transformação dialoga diretamente com o valor histórico e cultural do eixo, que une marcos fundacionais da cidade. A reestruturação reconhece a Praça dos Açorianos como símbolo da chegada dos colonizadores e resgata a Usina do Gasômetro como patrimônio da memória coletiva, conectando-os por este boulevard que aborda a paisagem como infraestrutura da experiência urbana.
A arquitetura paisagística é concebida com base em indicadores ecossistêmicos que garantem a eficiência ambiental da proposta. O desenho das áreas verdes considera o cálculo de absorção de CO₂, ampliando a contribuição das árvores na regulação climática e no conforto térmico. O uso de espécies nativas e estratégicas fortalece a restituição das florestas urbanas, diversificando a biodiversidade e criando habitats mais resilientes. Já os canteiros permeáveis, jardins de chuva e solos preparados aceleram a infiltração da água pluvial, mitigando os alagamentos e devolvendo à via a capacidade de funcionar como corredor ecológico. Assim, o boulevard se afirma não apenas como espaço cultural e memorial, mas também como infraestrutura verde essencial para a cidade.
O resultado é a criação de um boulevard democrático e dinâmico, que alia urbanidade e eficiência ecossistêmica. Mais do que uma intervenção viária, trata-se de um gesto urbano que costura a cidade, transforma a via em espaço de convergência da diversidade populacional e resgata a força simbólica de um dos principais eixos históricos da capital gaúcha. O projeto devolve à população um espaço capaz de abrigar fluxos, encontros e memórias, tornando-se referência de requalificação urbana voltada à vida em comunidade.
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